Daniel Radcliffe: entrevista para o The Province

Daniel Radcliffe concedeu ao The Province uma entrevista exclusiva nos sets de seu novo filme, Horns, que está sendo filmado em Vancouver, no Canadá. Confira a entrevista completa traduzida pela equipe do Portal Radcliffe logo abaixo:
The Province fez a façanha de conseguir uma exclusiva entrevista canadence com a estrela mundial, Daniel Radcliffe de Harry Potter. O repórter de enterterimento Glenn Schaefer sentou-se com Radcliffe segunda-feira para discutir seu trabalho, passado e futuro, no set de seu novo filme ‘Horns’, que está sendo filmado nos arredores de Vancouver. Aqui Schaefer conta como foi conhecer Radcliffe e entrevistá-lo.

“Me dê sua mão”. Daniel Radcliffe guia minha mão para a parte de trás de sua cabeça, onde um emaranhado de fios está escondido sob seu cabelo desgrenhado. Os fios seguram no lugar um par de chifres em sua testa, a assinatura de Horns, triller sobrenatural que está filmando recentemente.

“Próteses são incríveis estes dias, é como uma tatuagem de transferência – só tirar a parte de trás e colar.”, disse o ator de 23 anos.

Há um pouco de toque envolvido também. Radcliffe fica na cadeira de maquiagem a 45 minutos todos os dias enquanto o efeito é criado, e de perto parece estranho, os chifres de cabra parecem rasgar a pele de sua testa. Radcliffe é um veterano em efeitos de filme como esse – ele lembra de uma máscara de rosto todo que teve de encarar desde o segundo ao último filme de Harry Potter, que envolvia 2 horas e meia na cadeira todos os dias. Em uma semana em que crianças de incontáveis partes do mundo estarão vestidos como o menino bruxo com raio na testa, Radcliffe seguiu em frente.


Em Horns, do livro homônimo de Joe Hill (O Pacto aqui no Brasil), Radcliffe interpreta Ig Perrish, um cara que acorda com um par de misteriosos chifres ao descobrir que é suspeito do assassinato de sua namorada. “É uma história sobre metamorfose, mas a coisa que mais me excitou foi que eu nunca li nada parecido antes”, ele disse. “É incrivelmente escuro – sombrio e violento, cheio de coisas de terror clássico – mas também tem muito humor seco”

Nesse dia de chuva, o elenco e a equipe stão filmando na igreja de 102 anos, St. Helen’s Church, no Surrey. O Ig de Radcliffe confronta um padre interpretado pelo ator canadense Jay Brazeau no cemitério de uma igreja, pedindo por socorro.Radcliffe, Brazeau e o diretor francês Alexandre Aja (de The Hills Have Eyes – Viagem Maldita no Brasil) conferem a mudança de câmera e iluminação, e como a equipe move uma pista de bonecas, Radcliffe aparece e se apresenta.

É uma cena de diálogo intensa, “que eu amo”, diz Radcliffe, mantendo o sotaque americano de seu personagem mesmo longe das câmeras. “A natureza dos chifres significa que toda vez que eu encontro alguém, eles acabam me contando seus mais profundos, e escuros segredos. Então mesmo uma cena pequena como essa se torna uma cena incrivelmente intensa.” Sobre o sotaque americano, “tem certas palavras – murderer (assassino) é uma palavra difícil de fazer porque há muita drog*** de Rs, e girlfriend (namorada). Agora, infelizmente, essas são as duas palavras que eu mais uso no filme.”

Geralmente uma estrela deixa para o agente fazer as apresentações do set, mas Radcliffe não é de formalidades de celebridades. “Ele é um cara acessível”, diz Brazeau em uma entrevista separada. Brazeau fez sua primeira cena no filme uma semana antes com o ator David Morse, mas Radcliffe apareceu para dizer oi.

Como todos os pais dessa geração, Brazeau passou os últimos 10 anos levando seus agora crescidos fillhos para ver os filmes de Potter. “É muito difícil vir de onde ele veio, porque todo mundo espera que você seja aquele mesmo tipo de pessoa”, Brazeau diz. “A mesma coisa que te torna famoso as vezes é também a coisa que você tem que deixar para trás para crescer como ator”. “Ele fez um maravilhoso trabalho, foi para a Broadway”, disse Brazeau, notando o recente trabalho de Radcliffe no palco como o drama Equus e o musical, How To Succeed In Business Without Really Trying. “Agora ele está fazendo algo totalmente diferente de novo”, Brazeau diz.

O elenco de Horns também inclui as estrelas em ascenção Max Minghella, Joe Anderson e Juno Temple nos papéis de apoio, enquanto o diretor de fotografia Fred Elmes é o cara que deu um visual arrepiante ao blue velvet de David Lynch.

“É um tempo bem legal pra mim”, diz Radcliffe. “Estou entrando em um ponto em que posso olhar para trás e ver quão maravilhoso esse ano foi”. Desde que o último filme de Harry Potter foi lançado ano passando, Radcliffe teve ótimas notícias esse ano com o thriller paranormal The Woman in Black. Terminados e aguardando o lançamento estão Kill Your Darlings, com Radcliffe como o jovem poeta Allen Ginsberg, e a recem terminada comédia romântica The F World, filmado em Toronto com o diretor canadense Mike Downse (de Goon). Radcliffe também filmou um papel no série de tv britânica A Young Doctor’s Notebook, estrelado ao lado de Jon Hamm, de Mad Men. “Eles são todos realmente diferentes, todos são muito interessante e estranhos, ou tem alguma coisa estranha sobre eles”, diz Radcliffe. “Eu sinto que o melhor trabalho que eu fiz em minha vida, eu fiz esse ano.”

Ele diz que ainda tem que lutar pelos papéis que quer, observando que o diretor de Horns Aja estava procurando por outros atores.”Na época The Woman in Black tinha acabado de sair”, diz Radcliffe. “Sou muito testado fora de Potter, tanto quanto muita gente sabe. Fiz Equus e fiz How to Succeed, mas os diretores que não viram essas pessoas não sabem dessas coisas.”

Mas ao contrário de muitas estrelas de outras franquias – pergunte a Pierce Brosnan sobre Bond no seu perfil – Radcliffe não se importa em falar sobre os anos como Potter. Ele sabe que tem uma geração de fãs que irão segui-lo a outros caminhos. “Quando eu fiz Equus, sabia que as pessoas iriam ver a peça mesmo que não fossem ver de outra maneira. Essa é uma coisa bem legal de se ter.”

Ele aprecia os filmes de Potter como um longo aprendizado sobre ser ator. “Alan (Rickman) foi grandioso ao me ensinar. Ele me levou pra fora algumas vezes e me deu muitos conselhos. Ele é realmente um grande incentivador”. Radcliffe tinha apenas 11 anos quando começou a trabalhar no primeiro Potter. “No momento que você vê o produto final, vê quanto tempo se passou e como se tornou uma pessoa e um ator diferente”, ele diz. “Eu vou sempre olhar e pensar ‘cara, se eu pudesse fazer isso agora’. Só depois do quinto filme você consegue começar a me ver ser transformado em um ator. Mas sabe, eu não acho que o processo ainda esteja completo.”

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